08/12/2011

Celebrando a estupidez





Para nós brasileiros, qualquer coisa é motivo pra comemorar, mesmo em meio ao caos. A verdade é que ficamos satisfeitos com qualquer porcaria que nos oferece, desde que, tenhamos, pelo menos, a falsa sensação de estar ganhando alguma coisa. O que eu quero dizer é que enquanto o governo aprova um monte de absurdos, nós estamos em frente ao televisor hipnotizados assistindo mais uma copa do mundo. Enquanto a população tem a sua fome anestesiada com o bolsa família, nós estamos curtindo mais um carnaval na Bahia. Qualquer coisa é motivo para tirar a nossa atenção do que é mais importante: a integridade do ser humano.

“Vamos celebrar a fome. 
Não ter a quem ouvir, não ter a quem amar.
Vamos alimentar o que é maldade, 

vamos machucar o coração...”
(Legião Urbana)

O brasileiro é conhecido como um povo festivo, alegre… mas qual é a razão da nossa alegria exagerada? A fome? A miséria? A maldade? A nossa omissão? É verdade também que não vamos ficar por aí resmungando pelos cantos, mas também não podemos demonstrar uma alegria ilusória de quem ignora (disfarçando) a realidade, preferindo a alucinação da ilusão do que o confronto com essa mesma realidade. Temos que arregaçar as mangas e lutar para que o nosso país fique melhor, pois isso é possível. Como diz a canção: “...chega de maldade e ilusão.”

6 comentários:

Eudes Hardcore disse...

Muito bom Pr. Gustavo! Um povo que nunca luta pelos seus direitos e objetivos nunca cresce...

Gustavo Legal responde disse...

É isso mesmo Eudes!
Precisamos influenciar nossa gente mostrando que é possível fazer a diferença! Continue ligado no blog da juventude que pensa!
Grande abraço!

Rev. PAULO CESAR LIMA disse...

Tenho pra mim – e isto é coisa íntima, pessoal e intransferível – que estamos prestes a uma nova Guerra Mundial, pois já os elementos que motivaram a primeira e a segunda – o mercado saturado – já estão alinhados. Enquanto isso, vamos dando uma de «Imbecis Coletivos», aproximando-nos, a passos largos, da idiotização. Eram os gregos que chamavam uma pessoa que só olhava para o seu umbigo de «idiotis» (daí o termo idiota), mas aquele que conseguia transpor a si mesmo e olhar à sua volta, era chamado de «poliotis» (daí advém o termo política). Chega. Não sejamos idiotas, mas polióticos, panóticos.

Parabéns,
Pr. Gustavo, irmãozão.
Você é o cara desta geração.

Rev. PAULO CESAR LIMA disse...

Tenho pra mim – e isto é coisa íntima, pessoal e intransferível – que estamos prestes a uma nova Guerra Mundial, pois já os elementos que motivaram a primeira e a segunda – o mercado saturado – já estão alinhados. Enquanto isso, vamos dando uma de «Imbecis Coletivos», aproximando-nos, a passos largos, da idiotização. Eram os gregos que chamavam uma pessoa que só olhava para o seu umbigo de «idiotis» (daí o termo idiota), mas aquele que conseguia transpor a si mesmo e olhar à sua volta, era chamado de «poliotis» (daí advém o termo política). Chega. Não sejamos idiotas, mas polióticos, panóticos.

Parabéns,
Pr. Gustavo, irmãozão.
Você é o cara desta geração.

Gustavo legal responde disse...

Paulo Cesar lima...
Seu comentário simplesmente enriqueceu meu blog... suas palavras me fazem sempre aprender... obrigado meu professor e amigo pela sua amizade!!! Grande abraço!!

Debbi Cruz disse...

Muito bem lembrado!

Muita gente vive alienada na nossa sociedade...

Quantos foram os jovens que acharam que o Rock in Rio realmente iria fazer um mundo melhor.

Quantas pessoas estão comemorando as grandes obras que estão sendo feitas para a copa enquanto temos hospitais caindo aos pedaços e escolas em péssimas condições.

O povo ainda se contenta com o 'pão e circo', basta olharmos para o tipo de programa que as televisões abertas proporcionam,o tipo de música que as rádios promovem e infelizmente para o tipo de pregação que muitos pregam...

Acho que está faltando gente compromissada com a Palavra e com a sociedade pra fazer a diferença e 'acordar' o povo.

Como igreja podemos mudar essa sociedade, mas pra que isso aconteça precisamos ser verdadeiramente a igreja que faz a diferença fora das paredes do templo, precisamos ser luz fora do lustre!

Parabéns pelo blog!
Em Cristo, Debbi Cruz